Possuídos[Capitulo-02]

Posted by Samuel Douglas On 21 de junho de 2010 0 comentários

Local seguro.

Ainda assustados eu e Rodrigo tivemos uma idéia que poderia ser idiota, pelo fato de tudo está destruído. Sabendo que estávamos ao lado do Fidji pensamos em ter possibilidades de ter alguma ‘‘cama’’ estando um pouco normal... E achamos logo seis.

A noite estava caindo e eu não conseguia dormir. Mesmo assim eu abri minha bolsa, retirei uma bíblia velha e comecei a ler... Isso na minha mente poderia expulsar os Demônios, Mas acho que só fez atraí-los. A partir daquele momento uma gárgula pousou na janela, voou diretamente na minha direção. Sem defesas cruzei meus braços para proteger meu rosto, E não percebi que a bíblia ainda estava na minha mão... a gárgula pegou a bíblia e picotou toda usando bico e patas. Assustado apenas assistir, a gárgula acabou de destruir a bíblia e voou para fora do Fidji... Sem ao menos me atacar. E o mais incrível é que Rodrigo não acordou mesmo depois de muito barulho. Fui até a cama de Rodrigo e o acordei.

Contei o que havia acontecido, ele ficou muito assustado e decidimos não dormir mais ali.

Seguindo pela Joaquim Nabuco disse para mim mesmo pensando “Gárgulas? Num era só demônios do fogo e da terra? De onde está vindo tantos demônios?” compartilhei isto com Rodrigo. Ele também ficou confuso , pensativo e ao mesmo tempo atento.

Por causa do susto esqueci que ainda não tinha dormido... Rodrigo aparentava estar mais cansado. Algo eu tinha que fazer, pois eu estava com uma bermuda da Myllys muito velha e rasgada, uma camisa regata que não percebo a marca, está muito suja. Não estou calçado. Minha defesa é apenas a antiga faca do meu avô. Não consigo pensar em dormir, o frio é maior. Vou ficar doente. Eu e Rodrigo estamos caminhando pela Pan Nordestina a noite. Apenas acompanhado por Rodrigo. fico rindo comigo mesmo... Rodrigo pergunta o porquê às risadas se estavam praticamente sem nada. Eu respondi:

- Rodrigo isso daqui, ao passar aqui essa hora... Olhei para o relógio, três horas da manha.

Falei a ele. “fomos roubados”. Ele riu comigo e nós continuamos a andar...

Achamos um novo hotel... Ele estava em perfeito estado. Enquanto toda cidade estava destruída, o Hotel perfeito... Com medo entramos. Ao entrar percebemos muitas imagens de Jesus Cristo. Agora eu entendi porque os Demônios não tocaram no Hotel. Ali eu decidi que iria ter um sono tranqüilo. Mas infelizmente já estava amanhecendo. Mas não impediu que eu Rodrigo adormecesse. Rodrigo dormiu em um sofá na recepção, e eu me deitei no outro...

Estava com medo de dormir, pois não sei se algum demônio irá aparecer... Passando cinco minutos deitado, o sono bateu. Fui apagando, apagando e dormi.

Não durou muito. Pois às onze e meia da manha escutei um barulho vindo de dentro do Hotel. Para ser mais preciso veio da ‘cozinha’... Corri com minha faca para ver o que era. Rodrigo olhou para mim e sorriu...

- Algum problema? Eu disse.

-Não pô só achei comida pra gente... Ele respondeu.

Feliz eu disse:

- Tem alguma comida que nos der energia, força e talz?

- Tem inhame, cuscuz e tem charque pra nós, e ainda tem frutas para levarmos em nossa jornada. Ele respondeu

Alegres por achar alimento, eu e Rodrigo fomos fazer um almoço... Até porque se nós não comermos bem aqui, não vamos comer bem em lugar algum. Pelo menos nos tempos de hoje é mais fácil os demônios nos comer. Eu sair enquanto Rodrigo fazia o almoço. Fui atrás de roupas, estava fedendo precisava de banho. Ao abrir um armário de um empregado achei sapato, bermuda, camisa e agasalho. Aliviado fui tomar banho...

Ao terminar botei a roupa do empregado. Olhei-me no espelho e percebi que cabia bem em mim... Sair do banheiro e fui ao refeitório. Rodrigo já estava almoçando. Eu coloquei meu prato e fui comer...

-De quem é esta roupa? Rodrigo perguntou.

-De algum funcionário que não sobreviveu e sua roupa ficou ai. Eu disse.

Rodrigo assustado com tudo perguntou:

-Nós vamos ficar aqui?

-Claro que não. Nós temos que continuar a procura de Sobreviventes. Respondi.

Ele concordou e continuamos a comer...

-Então é melhor após um descanso partimos... mas se houver alguma possibilidade de alguém estar vivo, enviamos eles até aqui novamente. Pois aqui é o único local seguro. Rodrigo falou.

-Ok, mas temos que pesquisar tudo aqui antes de partimos. Respondi.

Rodrigo continuou a comer... Eu acho que ele concordou.

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