
O fim as vezes nos ajuda muito
Subimos e começamos a perceber câmeras em nossa volta, em muitos lugares. Escondidas em janelas, árvores, prédios e etc.
Ficamos meio loucos sem saber o que fazer após aquilo.
Ao olhar em um dos becos avistei uma mulher...
-EI ESPERE! Gritei.
A mulher correu e quando chegamos perto, ela se matou usando uma faca. Andando sempre atento e pensativo. Em uma casa vimos outra mulher na janela... Corremos e ao chegar lá, ela também ia se matar. Rodrigo pegou a faca dela e disse:
-O QUE ESTÁ ACONTECENDO? DIGA!
-Eu não posso dizer nada... Ou perderei o emprego. A mulher falou.
-DIGA. Gritei.
-Solte-me eu tenho que me matar esta é a ordem do meu patrão.
Ao falar aquilo, tive um pequeno diálogo com a mulher:
-QUE PATRÃO.
-MANFRED.
-ELE AINDA ESTÁ VIVO?
-SIM.
-FALE SUA PROSTITUTA! EU PERDI AMIGOS E MINHA FAMÍLIA, AGORA VOCÊ VAI DIZER...
A mulher se desesperou dizendo:
-OLHA ELE AI!
-VAMOS DIGA! Gritei. Dando uma tapa em sua face.
-VOCÊS ESTÃO SENDO FILMADOS PARA UM SERIADO DE TV.
A mulher fechou os olhos e falou:
-ADEUS!
Ao dizer aquilo, uma porta se abriu e um homem com uma pistola atirou na cabeça da mulher.
Olhei para o homem... E Rodrigo correu, atirou com a 12’ em sua perna e o homem caiu.
-FALE INFELIZ. Rodrigo gritou.
O homem não dizia nada. Rodrigo gritou.
-FALE!
O Homem disse:
-Se eu falar algo perderei o emprego.
-NÃO VAI DAR TEMPO DE VOCÊ PERDER O EMPREGO... PORQUE IREI LHE MATAR. Gritei.
-Então não vai ter outra opção, ou me mato ou vocês me matam? O homem falou.
-Sim. Disse Rodrigo.
-Vão até bairro novo. Lá estão todas as gravações, no antigo Comprebem.
Pegamos a faca dele e corremos.
-Me matem ou serei torturado. O homem falou.
Sem olhar joguei a faca no chão para que ele possa se matar. Corremos até Bairro novo... Para encontrar a verdade.
Finalmente chegamos até o Comprebem... Ele estava meio acabado com os portões fechados. Rodrigo atirou várias vezes nos portões do Comprebem... Até fazer um buraco. Ao entrarmos vimos todas as pessoas trabalhando naquele seriado. Corremos e algo furou meu pescoço e o de Rodrigo. Eram tranqüilizantes... Apagamos.Assustado acordei. Com os braços e os pés amarrados com correntes eu estava. Ao olhar para o lado conseguir ver alguns da minha família. Chorei.
-MÃE, PAI, TIOS, TIAS, MEUS AVÓS TODOS ESTÃO AQUI... Gritei chorando.
Um homem fala:
-ACORDOU NÉ? SABE QUEM EU SOU? MANFRED.
Olhei para ele e cuspi o seu rosto. Ele limpou e falou:
-CRETINO IRÁ MORRER!
-NÃO! MATE-ME EM VEZ DELE. Minha mãe fala.
-ENTÃO IRÁ MORRER TODOS... Manfred grita.
Ele puxa uma 38’ e atira em minha cabeça... Minha visão escurece... Eu vou apagando até que...
Acordo-me em um consultório e escuto o medico dizendo:
-A perna dele está ótima a cirurgia ocorreu muito bem. Podem ficar calmos, o pior já passou.
Com dificuldade vou me levantando... Sinto um peso na minha perna, e quando olho... Estou com a perna enfaixada.
Olho para os lados e minha mãe vem correndo, ela me abraça e beija minha testa.
-FILHO! Que susto você me deu. Como é que você inventa de subir em uma árvore para dormir. Minha mãe fala.
-Sério... Mãe calma, não sei por que fiz isso, nem me lembro mais ainda bem que tudo está de volta ao normal. Eu falo.
Abraço minha mãe enquanto chorava.
Sorri e novamente me deitei...
-DEUS OBRIGADO PORQUE AQUILO ERA SÓ UM PESADELO! Falei no pensamento.
-FILHO você dormiu muito... Com o que estava sonhando?
-Calma mãe, é uma longa estória...

1,2,3 Filmando... Ação!
Ao ver que meus amigos estavam mortos, a lagrima desceu...
-NÃO ACREDITO QUE TUDO AQUILO ERAM DEMÔNIOS. Gritei.
Lobo e Fabinho correram para ver o que estava acontecendo... Eles perguntaram:
-ONDE ESTÃO GALEGO E EDGARD?
-Estão mortos. Eles eram demônios... Os verdadeiros não sabemos onde estão. Rodrigo fala.
Olhei para maleta e pouca coisa podia ser utilizada, pois quase tudo estava queimado. Peguei a maleta e sairmos dali...
Ao abrir a maleta só conseguíamos ler alguns trechos de folhas que diziam:
“Tudo vai acabar... Ganharemos dinheiro”
“Sem... cuidado... pois eles correram.”
“faça isto sem medo... saia correndo.”
Todos os papéis estavam totalmente queimados as únicas palavras de cada folha eram essas. Tentei pensar no que aquilo significava... E nada vinha em minha cabeça.
A noite caía e fomos até o refugio. Dormimos.
Ao amanhecer me acordei assustado. E tudo estava normal... Fui em todos os quartos e vi: Lobo, Fabinho e Rodrigo.
Todos estavam dormindo. Deitei-me no sofá e... Fiquei abrindo e fechando o olho, belisquei-me e não conseguir de nenhuma forma fazer com que tudo seria um sonho. Infelizmente aquilo era real.
Lobo se acordou. Olhei para ele e falei:
-Eu quero saber o porquê aquilo está acontecendo, neste mundo não há louco certo. Que faça com que Olinda inteira viva este pesadelo.
Lobo olhou para mim e vomitou. Só que ele vomitava sangue e aquilo me incomodou muito. Então gritei:
-O QUE É ISSO? VOCÊ ESTÁ BEM?
Todos acordaram até que lobo não tinha mais sangue para vomitar, e de tanto pálido que ficava. Morreu.
-NNÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOO! ISSO NÃO PODE ESTÁ ACONTECENDO! GRITEI.
Rodrigo ao ver aquilo, caiu no chão de joelhos. Fabinho apenas abaixou a cabeça.
-O QUE É ISSO? PORQUE ISTO ACONTECEU? Gritei.
Ao gritar, desmaiei. Rodrigo muito pensativo ficou. E tentou imaginar como aquilo havia acontecido. Fabinho deitou sobre a mesa e nada poderia fazer.
Depois de muito tempo acordei. Ainda muito triste me sentei no sofá. Tentei pensar uma possibilidade de aquilo acontecer.
Ao me acordar Fabinho e Rodrigo já haviam limpado o chão e retirado o corpo. Rodrigo a me ver acordado correu e perguntou:
-Você está bem?
-Estou triste com o que aconteceu, mas de qualquer forma tenho que superar. Respondi.
Olhei para tudo aquilo e pra mim nada mais tinha valor. A partir de agora só tenho amigos, pois minha ultima família de sangue acabou de morrer.
Voltamos até aquela casa para descobrir algo e percebemos um esgoto aberto... Um esgoto que nunca havia sido aberto... Pelo menos depois de tudo aquilo tivesse acontecido.
Entramos no esgoto e o ultimo a descer foi Fabinho... Olhei para cima e falei:
-Vem Fabinho.
Subi aquilo percebi que Fabinho não estava mais lá.
-Rodrigo Fabinho sumiu. Falei.
-Samuel acho que ele foi passear com ENERGY. Rodrigo respondeu.
Desci novamente mesmo achando que o pior havia acontecido. Ao andarmos um pouco percebemos uma câmera filmadora... Aquela que usam para gravar filme. Corremos e ao chegar perto dela tinha um papel, Que dizia:
“Possuídos... Na cidade de Olinda.”
Episódio Quatro: “Saint’s Day”
Ao olhar aquilo, assustei-me. Era como se minha vida tivesse sendo gravada. Rodrigo pensando da mesma forma falou:
-Acho que alguém está nos gravando.
Olhei para ele e falei:
-Vamos sair daqui, ou algo de ruim pode nos acontecer... E temos que procurar Fabinho.
Subimos e olhamos em tudo a volta...

Descobertas que machucam.
Tentamos arrumar um jeito de alguém acreditar em nós... A única forma era arrumar, uma câmera e tirar fotos daquilo que estava acontecendo. Tentamos refletir... Rodrigo exclama:
-Poderemos arrumar uma forma de arrumar o endereço de MANFRED!
Edgard e galego não gostaram muito da idéia de Rodrigo embora tenha sido a melhor até agora.
Pensei e me levantei:
-Vocês se lembram que há algum tempo, eu vi Vanessa e havia um bilhete em sua boca?
-Sim, sim, me lembro, e você não pegou apenas desmaiou... Rodrigo disse.
-E o bilhete que estava comigo? No meu bolso? Falei.
-Samuel eu me lembro de tudo você caiu e o bilhete ficou lá. Lobo diz.
-Realmente eu me lembro disto também! Exclama Rodrigo.
Edgard e Galego falam que seria uma má idéia voltar ali.
Nós achamos estranhos, mas mesmo assim fomos... E até chegar a jardim atlântico, Edgard e Galego continuaram resmungando da idéia que Rodrigo teve. Simplesmente não tive coragem de entrar ali, mas Rodrigo e sua 12’... Tiveram.
Rodrigo entra no local, e retira o bilhete que já está com um odor terrível. O rosto de Vanessa já está muito apodrecido e a face está identificável. Rodrigo pula a grade e sua calça prende entre os ferros, resultando de um pequeno rasgo em sua calça.
Eis o bilhete:
“Vá até minha casa e retire tudo que resta nela, por favor, eles não podem descobrir nada. Corra o mais rápido possível e faça isso.”
P.S MANFRED.
Vendo aquele bilhete refleti... Vá até minha casa? Acho que tudo aquilo foi antes de vermos as garotas. Pois então poderemos descobrir! Pois as garotas não foram até a casa dele... Como conseguiremos o endereço? Lembro-me de uma casa onde eu e Rodrigo o matamos. Queria ir sozinho ao lado de ENERGY, Mas os meninos insistiram em ir... Sem fazer questão falei ao ENERGY:
-ENERGY se você é um demônio porque não me ataca?
ENERGY Olhou com uma forma carinhosa, como se gostasse realmente de mim.
Olhei para ele e alisei seu bico.
-ENERGY! Fique nos seguindo, pois você é a minha única fortaleza.
ENERGY voou até chegar aos céus e me deu um sinal de que eu já podia seguir minha jornada. Olhei para ele e sorri.
-ENTRA NO CARRO, VAMOS ATÉ A CASA DE MANFRED! Rodrigo gritou.
Mesmo depois de ter descobertos tudo. Eu percebi que Edgard e Galego não gostarão do que viram.
Pensei... Inveja é fogo! Só porque eu e Rodrigo pensamos mais do que eles.
Finalmente chegamos a casa. Percebemos que tudo estava calmo e nada de possuídos...
Escutamos umas batidas na mala...
-FABINHO ACORDOU. Lobo disse.
Abrimos a mala.
-QUE “MERDA” É ESSA? PORQUE ME COLOCARAM NA MALA? FIQUEI DESESPERADO “DROGA”! Fabinho fala gritando.
-Lógico Fabinho. Você estava desmaiado e não podíamos colocar você deitado sobre nós. Galego falou.
Pensei... Finalmente um deles falou algo, além de resmungar.
Muito atento entramos na casa... Encontramos muitos livros sobre a mesa. Vários falando sobre demônios e rituais. Olhamos em todas as páginas do livro e não conseguimos encontrar nada. A não ser em um livro que havia muitas anotações... Como:
Raptar Rodrigo e Samuel para a perigosa brincadeira.
Criar algumas armadilhas.
E liberar os demônios para brincar com eles.
Pensamos... Brincar? Como assim? Rodrigo exclamou:
-ENCONTREI UMA MALA.
Ao abrir ela havia uma foto de Edgard e Galego... E ainda havia:
Nome: Wellington Junior.
Apelido: Galego.
Que demônio terá a fisionomia dele: BESTA.
Nome: Edgard Hollanda.
Apelido: ------------
Que demônio terá a fisionomia dele: GÁRGULA DO FOGO.
Ao ler aquilo, quando fui olhar para trás escutei um tiro. Ao olhar para trás Edgard ainda estava caindo e olhei para sua mão que estava se formando uma bola de fogo... Iria ser na minha cabeça. Ao ver a bola sair da mão dele... Esquivei. A bola do fogo pegou na mala onde estavam os arquivos que poderiam descobrir o que estava acontecendo.
Um grunhido muito alto soava da boca de Galego. Ao olhar para ele... Já não era mais Galego, era uma terrível besta.
Rodrigo atirou nele várias vezes, e quando vi que ele estava fraco o decapitei para finalizar.

De volta ao Seichelles
Depois de seguir caminho novamente ao hotel, conversamos com Fabinho no walkie talkie:
-Fabinho “eai”? Como estão as coisas?
-Vê só Samuel, eu encontrei equipamentos, que poderemos criar uma rede de internet pirata... Só para ver se encontramos alguém ainda vivo.
-Beleza Fabinho! Estamos chegando ai... Pegamos um atalho pela avenida beira rio.
-Samuel toma cuidado! Acho que eles ainda estão soltos por ai.
Fabinho ao ter aquela previsão, não errou. Ao dizer aquilo uma aglomeração nos esperava.
Saímos do carro e eu, saquei a arma, comecei a atirar... Sem piedade “meti bala pra cima”. Após matar muitos, Percebi que as balas haviam acabado. Peguei minha faca que já estava um pouco cega, e corri pra cima.
Ao ver alguns possuídos, corri e os ataquei, decapitamos muitos...
Corremos em direção ao ultimo e ele fugiu. Seguimos novamente ao Hotel e “pisamos fundo”...
Finalmente chegamos ao antigo seichelles. Liguei o Walkie Talkie:
-Fabinho na escuta? Repito Fabinho na escuta?
-Sim, sim. Samuel já estou finalizando a rede... Em poucos minutos teremos internet.
-Ok, Onde é este local? Estou na frente do Seichelles.
-Espera vou sair, e vocês irão me ver...
Em poucos segundos eu escuto, um grito:
-EEEEEEEIIIIIII SAAAMUUUEELLL!
Olhei para frente e numa casinha meio quebrada e simples, estava Fabinho.
Entramos na casa e percebemos vários fios e peças... Fabinho nos guiou até a cozinha, e vimos uma central de internet pirata ainda nos últimos ajustes.
-Fabinho “eai”, falta muito? Perguntei.
-Não, Não. Já estou nos... ACABEI! Exclama Fabinho.
-Sério? Perguntei assustado.
-Vamos ao primeiro teste... Hum... Muito bom.
-Tenta entrar no MSN. Falei.
-Mas pra falar com quem? Fabinho fala sorrindo.
Ao entrar Fabinho se assustou... Todas as pessoas que falavam com ele antes freqüentemente estavam “ONLINE”.
Fabinho desmaiou... Fiquei no MSN dele, a maioria falava em inglês... Pelo que eu entendia de inglês... Estavam chamando para jogar PANGYA.
Entrei no Google e coloquei em ferramentas de idiomas... Coloquei em inglês:
“Por favor, ajudem-me, coisas sobrenaturais estão acontecendo em Olinda... Pessoas demonizadas, e estão matando todas as pessoas. Aqui em Olinda só sobraram eu e alguns amigos... Por favor, ligue para a polícia, grupo de operações especiais, algo que nos ajude... POR FAVOR!”
Todos nos respondiam:
-HAHAHAHAHAHA...
-Isso é uma peça de teatro?
-Estás fazendo uma brincadeira no MSN?
-Preciso enviar para quantas pessoas para não morrer?
-E agora o que nós faremos? Eu disse.
Ao dizer aquilo Fabinho acordou e disse que tinha sonhado que todos no MSN dele estavam “ONLINE”, apontei para o computador... Ao ver aquilo desmaiou de novo.
Conversei com os meninos uma forma de nós conseguimos, fazer alguém acreditar.
Pensamos...

Será que tudo voltará ao normal?
Acordei-me... Nesta noite dormi mal. Tive pesadelos com aquele reflexo na janela, sonhei em que aquele reflexo me ataca brutalmente e eu não sobrevivia. Corri até a sala para ver se algo de errado havia acontecido, e não vi nada. Olhei para o relógio e já eram 11:25 da manhã... Liguei o Walkie Talkie:
-FABINHO NA ESCUTA? Falei.
-Sim, sim, como vão as coisas ai? Fabinho perguntou.
-Tudo normal, vocês estão precisando de algo? Perguntei.
-Não. É... é...
GROOOAAAR(Grunhido)
-Alô, Alô alguém? Fabinho? Assustado falei.
O que será que aconteceu? Que barulho foi aquele? Será que eles estão bem?
Sem conseguir agir de alguma forma, fiquei parado e pensativo sentado numa cadeira. Não passava muito tempo Edgard acordou...
-“Eae” Samuel o que aconteceu? Edgard perguntou.
-Alguma coisa apareceu no refugio dos “cara”. Falei.
-Tipo o que? Edgard perguntou.
-Não conseguir identificar... Se era um bicho ou algum daqueles possuídos idiotas. Respondi.
Corri até a sala, e peguei o Walkie Talkie. Liguei-o. Nada respondia...
Fiquei preocupado, mandei Edgard fazer uma vistoria aérea. Edgard Saiu imediatamente.
Fiquei com o walkie talkie ligado.
-Bom dia gordo! Rodrigo falou.
-Diz Rodrigo. Falei.
-Porque estás nervoso? Rodrigo perguntou.
-Algo está acontecendo aos meninos... Ao falar com eles, um grito muito alto conseguir ouvir. Como se fosse um Urso. Respondi.
-Onde está Edgard? Novamente ele faz uma pergunta.
-O mandei ele fazer uma vistoria aérea pra saber o que é aquilo. Respondi.
-Ah! Ok. Vou comer algo... Rodrigo falou.
Entrei no Hotel, e também fui comer.
Passava-se o tempo e também fiquei com preocupado com Edgard.
Ao falar aquilo, não demorou muito ele chegou...
Disse que não encontrou os meninos e que a casa estava em perfeito estado, só não pegou o walkie talkie deles... Com esperança de que eles voltem.
Fiquei o dia todo com walkie talkie ligado.
Até que a noite alguém falou...
-Alguém na escuta? Repito alguém na escuta?
Corri até o walkie talkie e respondi...
-Quem está ai?
-Gordo?
-Sou eu quem está ai?
-Fabinho “po”, eu e os meninos fomos arrastados por um possuído que brigava conosco...
-Ainda bem que são vocês... Respondi.
-Tu num sabe da maior? Fabinho falou.
-Diz o que foi. Falei.
-Encontramos um refugio que tem um circuito de “internet”. Podemos criar uma rede através dele e conseguiremos manter contato com as pessoas... Falou Fabinho.
-SÉRIO? COMO POSSO FALAR COM VOCÊS? ONDE ESTÃO? Perguntei.
-Estamos em frente ao Antigo hotel seichelles... Fabinho repondeu.
-OK! Estaremos ai em pouco tempo. Falei.
Corremos para o carro e partimos...

Não tínhamos outra escolha
Ao andarmos percebemos aquelas coisas escondidas... Até que uma apareceu. Edgard achou uma pedra e jogou na cabeça do possuído, o possuído caiu e eu o decapitei. O possuído usava um casaco onde havia dois Walkie talkie sem pilhas, peguei. Estávamos andando logo no final da pan nordestina avistamos o “Via nordeste veículos”. Achamos dois “Fiat Mile”, até porque mile é muito econômico. Ensinei-os a fazer ligações diretas. O carro ligou... Fomos até o escritório. E encontramos água, ela estava quente e escassa. Mas não poderíamos reclamar, estávamos sem água mesmo. Bebemos e para nossa sorte, encontramos um estoque de pilhas recarregáveis, com três carregadores de pilhas. Pegamos e dividimos as pilhas e um carregador para cada. O que sobrou deixamos lá para, caso se um quebrar, já sabemos onde encontrar. Dividimos em dois times:
Eu, Rodrigo e Edgard
Galego, Lobo e Fabinho
Entramos no Mile e o carro ligou... Fomos até um posto de gasolina e pegamos uma garrafa. Botamos no Poço de gasolina e retiramos a gasolina, até porque as maquinas haviam sido destruída por carros e alguns daqueles infelizes.
Com o tanque cheio conversamos pelo Walkie talkie...
-Fabinho eai? Tudo normal pela Agamenon? Perguntei.
-Bicho agente já encontrou alguns... Mas os que agente ver, nós atropelamos. HAHAHAHAHA(risos) Fabinho respondeu.
-Vê só então quer dizer que por ai ta cheio é? Rodrigo perguntou;
-Não “pô” ta tudo certinho só apareceu dois... Fabinho respondeu.
-Aqui pela Chico science tá tudo calmo. Rodrigo disse.
-Beleza já está anoitecendo, e encontramos uma casa boa aqui. Fabinho exclamou.
-Vê um conselho que dou é ficar ai... Mas o melhor é proteger a casa com ferros e armadilhas. Rodrigo falou.
-Beleza amanha de 11:30 da manhã liguem o walkie talkie. Para conversarmos.
Sabendo que eles estavam bem não conseguimos encontrar uma boa casa para dormir... Dobramos na avenida Carlos de lime Cavalcante, e encontramos uma casa pequena mas em estado ótimo. Fomos até lá nos alojamos e pedimos para Edgard ir voando já que estávamos perto do Hiper Bompreço.
-ENERGY! Gritei.
Energy veio até mim e brincou.
-SIGA EDGARD E DÊ COBERTUA A ELE. Falei.
Edgard e Energy partiram. Deitei-me e achei um notebook na casa. Liguei e ele estava funcionando, porém estava com a bateria fraca.
Comecei a procurar o carregador e até que fim eu encontrei.
Ao encontrar liguei na tomada, e nada aconteceu.
-MALDIÇÃO! EU ESQUECI QUE TUDO ESTAVA SEM ENERGIA! Gritei
Fui até um dos quartos e me deitei na cama...
Esperando Edgard, pensei como é que isto está acontecendo? Porque o mundo inteiro foi tomado por essas coisas?
Que ódio delas!
Peguei minha faca e coloquei em cima de uma cadeira que havia no quarto, ao olhar para ela a faca... Vi um reflexo na janela de um homem.
Assustado olhei para a janela com a faca apontada, nada vi.
A porta principal abre... Corro com a faca e ao olhar era Edgard com algumas frutas e água.
Fizemos um lanche estranho para dormir, e novamente me deitei...
Adormeci.

Não acredito que tudo voltou
Pensativo fiquei... O pássaro olhava para mim e se falasse acho que diria:
-Porque toda esta confusão?
Esses dias estou sendo mais sentimental. Pois estou valorizando as pessoas que amo, se eu perder estas pessoas... Nunca mais irei viver em lugar algum, e com ninguém por perto. Já estou irritado com aquelas garotas, e pelo que elas fizeram com Lobo antes de morrerem. Olhei para o pássaro e percebi que ele ainda não tinha nome, pensei em um ótimo:
-ENEGY! Muito bom este nome até porque tem que ter muita “energy” para viver neste mundo...
Num sei como ele ainda estava vivo sem comida sem água, ele realmente tem muita “energy” no corpo.
-SAMUEEEEEEL!
Olhei para baixo e lá estava Rodrigo me chamando urgente. Olhei para o pássaro e disse:
-Desce rápido ENERGY!
Energy rapidamente saiu voando em direção ao chão... Ao chegar ao solo, saí correndo para ver o que é que era tão urgente.
Ao entrar no quarto, estava lobo sangrando muito e dizendo:
-Samuel irei morrer. Siga a jornada vocês, porque a minha já acabou.
As lagrimas caiam...
-Lobo, você tão forte porque agora está assim, calma você não irá morrer. Falei.
Lobo com os olhos cansados ficou deitado em sua cama. Ao olhar o ferimento vi uma espécie de onda na sua barriga, puxei minha faca e cortei as faixas... Ao olhar sua barriga percebi uma espécie de demônio dentro dele. Eu toquei em sua barriga com força, e joguei água benta... O demônio evaporou dentro dele, e seus ferimentos sumiram. Lobo se acordou imediatamente, ainda assustado disse que estava muito bem.
Corri até a cozinha e lhe dei um pouco de água. Lobo mais calmo disse que só percebeu a dor após a “Naruta” tocar em sua barriga...
-MALDIÇÃO! Falei.
-Se algum dia eu ainda cruzar com um parente de Manfred... Irei matá-lo com o maior gosto. Rodrigo Exclamou.
Fiquei muito feliz, pois achava que meu primo iria morrer. Tudo está ficando normal. Ao dizer aquilo o hotel começou a desmoronar... Todos correram para fora, e eu entrei para pegar o medicamento e as armas, corremos e ao sair do hotel tudo começou a quebrar... Posteriormente o hotel desmoronou, e virou um monte de pedras como tudo em Olinda estava. Pensando no que acabava de acontecera.
-Acho que vou novamente dormir na minha querida árvore do cemitério. Falei pra mim mesmo.
-E agora onde nós vamos dormir? Perguntou Galego.
Quando galego fez esta pergunta alguns possuídos perceberam que estávamos sem proteção, e começaram a atacar.
Na esquerda vieram cinco e nos outros lados não percebi... Acho que estavam esperando aquilo acontecer para sair.
Saquei minha arma e atirei...
-QUE DROGA, ESTOU SEM BALAS, DESCARREGUEI NAS ÁRVORES! Gritei.
Sem pensar duas vezes puxei minha faca e comecei a lutar... Um daqueles idiotas veio me atacar, sem piedade cravei minha faca em seu peito esquerdo. Ele ainda tentou me morder... Cravei minha faca em seu pescoço.
O segundo não perdeu tempo correu e me empurrou, caí.
Com um belo ataque aéreo Edgard matou dois que estavam na minha cola...
Ainda havia dois, peguei minha faca que estava no chão e corri. Olhei para as paredes e pensei:
-SE EU CHUTAR A PAREDE E COSEGUIR ME PENDURAR NAQUELE FERRO... CONSEGUIREI DERRUBAR UMA GRANDE PEDRA, FAZENDO OS POSSUÍDOS MORREREM.
Ao chutar a parede não conseguir segurar o ferro... Caí entre os demônios.
Lobo ao ver aquilo atirou com sua 12’. Fazendo os dois morrerem.
Vi que ainda havia possuídos na área, corri até onde galego estava e só assisti o grande soco que ele deu em três possuídos seguidos.
Olhei tudo em volta e percebi que os demônios haviam morrido.
Sentamos em uma das grandes pedras que antes eram casas e prédios, e pensamos...
-“Mermão” aqueles possuídos do satanás só estavam esperando aquilo ser destruído para atacar novamente? Que bosta! Rodrigo falou.
Olhamos em volta e tudo estava mais escuro após o desmoronamento do Hotel.