O bilhete finalmente foi lido
Estava no Hotel... O hotel era nosso refugio. Com dificuldade olhei para o lado, estavam Edgard e Galego dormindo. Desesperei-me, pois eles estavam possuídos e se acordassem iriam me matar. Rodrigo correu e falou:
-Calma calma eu estou aqui...
Fiquei mais acalmado. Pelo menos havia Rodrigo ali, pra nos proteger... Ainda pensando no estado de Fabinho, olhei para Rodrigo e perguntei o que aconteceu enquanto eu estava apagado.
-Nada. Além daquela menina séria ficar te protegendo toda hora. Ele respondeu.
Rodrigo gritou:
-Ei, ei descobri algo... Mesmo depois de mortos as pessoas possuídas conseguem ficar conservadas por cinco dias.
-ENTÃO , VAI BUSCAR FABINHO... Exclamei.
Rodrigo pensou e disse que realmente essa era uma idéia muito boa... Ele pegou a 38’ e me deu, e levou sua 12’. Sem falar nada ele foi embora correndo. Com dificuldade me sentei no sofá, peguei o notebook e comecei a olhar o que Rodrigo estava fazendo. Ele estava vendo um “software” que tinha cadastrado todos os medicamentos... Percebi que ele estava à procura da cura. Botei a faca no meu bolso, e ouvi o barulho de papel amassando. Peguei o papel para olhar... Havia umas manchas de sangue, e eu comecei a pensar.
-EUREKA! Exclamei.
Eu me lembro de muita coisa agora... Eu estava quase desmaiando quando peguei o papel da boca de Vanessa e caí no chão Saionara de ter visto o papel e colocou no meu bolso... Lógico, tudo está se encaixando agora.
Peguei o papel pra ler o que estava escrito... Eis o bilhete:
“Otários se forem capaz, vão até o fidji de cinco horas, no dia 19/10/10. É melhor chegarem quente, porque eu estou fervendo...”
Pensei... Quem é esse cara que teve a ousadia de me chamar de otário? Hoje era dezenove do dez... Mas à hora? Olhei para o meu relógio e não consegui vê muita coisa. O meu relógio estava sujo e com as baterias fracas. Não tinha outra escolha a não ser cuspir... Ao cuspi no relógio, e limpei na bermuda. Ao olhar ainda era três e meia da tarde. Continuei no notebook, Assustei-me ao ver Rodrigo, lobo e as garotas entrarem... Pois Lobo e Rodrigo estavam carregando Fabinho. Ao ver ele chorei, me lembrando daqueles tempos em que ele descia com o violão e ensinava agente a tocá-lo.
Ainda com o bilhete e o notebook no meu colo, Rodrigo perguntou:
-Que bilhete é esse?
Expliquei a ele toda a estória... E ele compreendeu tudo. As meninas sempre caladas ficaram até Lobo chamar a “naruta” de amor.
Assustei-me e pensei, amor? Ele está namorando com ela? Rodrigo me deixou só, e pegou na mão da “Nerd”. Ela ao levantar-se o beijou. Pensativo fiquei... Todos estão namorando, menos eu, Edgard, Galego e Fabinho. Só que além de mim todos eles estavam possuídos. De tanto pensar não olhei a hora, já era quatro e quarenta. Avisei a todos...
-Vamos Rodrigo e Saionara... Está na hora de acabar com esse “otário”. Lobo falou.
Eu achei que ele não tivesse percebido que eu estava lá. Por isso falei:
-Lobo e eu?
-De jeito nenhum... Você está enfaixado e doente. Rodrigo falou.
-É realmente não devo ir. Eu falei.
Calma, isso eu só disse da boca pra fora. Vou arrumar algum jeito de ir...
-Então vão logo, quanto mais rápido melhor para quebrar esse otário. Eu disse.
-Tem razão, vamos logo, peguem suas armas. Lobo disse.
Quando eles saíram, eu peguei minha arma e guardei. Coloquei a faca no bolso com muita dificuldade. Dei um tranqüilizante a cada possuído no quarto. E corri em direção ao fidji. Avistei um possuído na esquina, se arrastando. Entrei dentro de um palio velho... Já imaginei que estava sem as chaves, por isso aprendi num filme a fazer “ligação direta”. Entrei, fiz a ligação e o carro ligou. Pisei fundo e fui até o fidji... Cheguei lá de quatro e cinqüenta e cinco. Vi um homem escondido numa lata enquanto Lobo, Rodrigo e as meninas entravam no Fidji...
O homem começou a se contorcer... Assustei-me, pois o homem estava com uma asa crescendo. Ele bebeu uma espécie de frasco branco, e instantaneamente a asa voltou a ser costas.

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